La mirada del amigo. Foto: Gabi Di Bella
Quando se trata de Che Guevara é realmente difícil fugir do lugar comum. E assim foi ontem à noite em meio ao ato oficial de abertura dos eventos que comemoram em Rosário os 80 anos do personagem mais conhecido da cidade. Falaram escritores, autoridades e o embaixador de Cuba na Argentina., Aramis Fuente Hernández.
Todos, obviamente lembraram a figura de Ernesto e toda a sua história, suas idas e vindas pela América Latina e a Revoluçao Cubana. Além disso, a pompa e circunstância do evento em um belo teatro aqui de Rosário, acredito eu, contrasta bastante com o pensamento do próprio Che.
E talvez por isso mesmo a fala mais interesante e menos destacada nos jornais locais hoje (porque foi feita muito tarde) foi a do Premio Nobel Miguél Pérez Esquiével . “O que pensaría o Che hoje?” , disse ele ao abrir seu discurso. É uma boa pergunta. “Porque sempre que se juntos dois argentinos se formam três partidos políticos?”, falou o premio Nobel. “O governo sofre um autismo político e agora esses senhores de terra que se tornaram piqueteros”, reclamou.
Enquanto isso, do lado de fora do teatro, um casal e seus dois filhos tentavam vender fotos do Che para ganhar algum dinheiro. Já vendeste algum, perguntei… No, hasta ahora nada… Fazia frio e eram onze e meia da noite. Um cenário que demonstra a confusao ideológica que permea as relaçoes na Argentina e talvez nunca consigamos traduzir bem.
Mais fotos em: www.flickr.com/photos/dibella

Nenhum comentário:
Postar um comentário